Pastilhas de Freio

O Sistema de Freios

 

O Sistema de Freios

 

            A roda se constitui em uma das mais importantes invenções da humanidade. Sabemos que foi ela que nos permitiu transportar cargas que escapavam à capacidade da força humana.

 

                        

 

            Uma vez em movimento, algo deveria pará-las quando chegassem ao destino. Daí nasceu a necessidade dos primeiros sistemas de freios, os quais eram submetidos a grandes esforços de frenagem causando desgaste dos componentes.

 

                     

 

            Com a evolução dos automóveis, as potências aumentaram e em conseqüência disso as velocidades triplicaram. A partir daí, o homem tem desenvolvido e aprimorado a cada dia o Sistema de Freios, utilizando a mecânica e a eletrônica para construir os mais modernos mecanismos.

 

 

Para chegar ao máximo de eficiência dos freios, os estudiosos concentravam-se principalmente no atrito.

 

 

            É importante considerar o tipo de material utilizado nas superfícies de atrito. Diferentes materiais com diferentes características, resultam no que chamamos de diferentes coeficientes de atrito.

 

        Nos automóveis, quando o atrito entre o disco e a pastilha for alto, será necessário um menor esforço de frenagem, porém maior desgaste de pneus. No entanto, quando o atrito do material de fricção for baixo, ocorrerá o inverso, ou seja, maior esforço de frenagem, menor desgaste de pneus.

 

             

 

            O atrito gerado durante a frenagem gera calor; no entanto as peças devem ser dimensionadas de maneira a absorver e dissipar o calor resultante da força desenvolvida na frenagem. Quanto maior a potência do motor, maior tem que ser a eficiência do sistema de freios para que o veículo tenha uma frenagem com a máxima segurança possível.

 

  

         

Quando freamos um veículo em velocidade, o sistema de freios atua progressivamente controlando o atrito. Mas é no contato dos pneus com o solo que consideramos o atrito atuante, o qual determinará a frenagem até a parada total.

 

 

O TORQUE NOS FREIOS:

 

 

           O total de capacidade de torque no freio depende primeiramente do peso e do tamanho do veículo. Depende também das forças atuantes no sistema e da energização das sapatas.

 

          O rendimento da ação da frenagem é uma constante preocupação dos projetistas, que para isso desenvolvem componentes cada vez mais modernos para compor o freio das rodas, que é o mecanismo que transforma as pressões de aplicação em forças mecânicas para retardar o movimento das rodas até pará-las.

 

 

         Há vários tipos de construções de freios dentre eles podemos citar os do tipo Simplex, Duplex e também o freio de estacionamento, que são incorporados às sapatas das rodas traseiras e acionados por um sistema de cabos de aço ligados a uma alavanca de comando manual.

 

 

SERVOFREIO:

 

           É um componente muito importante, e que influi diretamente na força imprimida no pedal de freio. Acionado pelo vácuo fornecido pelo motor do veículo e pela pressão atmosférica. Consiste em três elementos básicos que atuam em conjunto sendo: uma seção de vácuo, uma válvula de controle e um cilindro mestre.

 

 

                                                                                                                                                                                                                                         

FREIOS HIDRÁULICOS:

 

 

 

          Nesse sistema, a pressão exercida pelo pedal de freio é transmitida à sapata de forma ampliada. Os componentes básicos são: cilindro mestre, tubulações e cilindros de rodas.

Cilindro mestre: existem vários tipos, contudo, o princípio de funcionamento é o mesmo e apresentam três posições: Descanso, Acionamento e retorno.

 

Cilindro mestre duplo, é composto por dois êmbolos, um ou dois reservatórios e duas saídas. O objetivo é ter um circuito para as rodas  dianteiras e outro para as traseiras, ou seja, se um falhar o outro continuará funcionando.

 

 

 

 

SANGRIA: 

 

Na manutenção dos freios, é necessário retirar possíveis bolhas de ar de dentro do sistema. Lembre-se que para efetuar a sangria, o reservatório deve estar cheio de fluido limpo. Também é importante não reutilizar o fluido de freio pois poderá obstruir o sistema. 

 

CORRETOR DE FRENAGEM:

 

Os primeiros veículos fabricados, dispunham de um sistema de freios que atuavam nas quatro rodas sem levar em consideração a carga suportada no eixo traseiro e dianteiro. Esse sistema não era adequado, visto que as rodas traseiras que suportavam menos peso, travavam primeiro que as rodas dianteiras. O corretor de frenagem, através da válvula reguladora de pressão do fluido dos freios, foi desenvolvido para suprir esta deficiência.

 

 

CUIDADOS COM O FLUIDO DE FREIO

 

No mercado automotivo, a principal especificação que se aplica aos fluidos de freio é a DOT, que classifica os fluidos como DOT 3 e DOT 4.

 

Tanto os fluidos DOT 3 quanto os DOT 4 são sintéticos, suas principais características são baixíssimo ponto de mínima fluidez, alto ponto de ebulição e compatibilidade com os componentes utilizados no sistema.

 

O Sistema de Freio deve ser inspecionado a cada 10.000 Km, pois ocorrem desgastes naturais, principalmente desgaste das pastilhas, dos discos e contaminação do fluido de freio.

 

O Sistema de Freio é projetado para operar com uma determinada carga e em caso de sobrecarga do veículo poderá causar comprometimento do funcionamento de todo o sistema  e a queda da eficiência de frenagem.

 

Assim, inspecione periodicamente os componentes do Sistema de Freio (pastilhas, discos, lonas de freio, servo-freio, cilindro mestre, tubulações, mangueiras, cilindros de roda, pinça e principalmente, fluido de freio).

 

 

Atenção: Nunca utilize novamente um fluido que tenha sido sangrado de um sistema de freios.

 

Produto

Viscosidade a – 40° C

Ponto de Ebulição

DOT

Fichas técnicas

TOP 4 S

Máx. 1800 cSt

Mín. 250 °C

4

Ver ficha técnica

TOP 3 S

Máx. 1800 cSt

Mín. 205 °C

3

Ver ficha técnica